Um pouco de Lívia Estrella


"Normal é a pessoa que não foi analisada suficientemente.", disse Hegenberg. Se ser normal é obedecer às normas, que contradizem com meu modo de vida, minhas crenças e tudo aquilo que eu acredito... então me chame de ANORMAL/LOUCA!

Vencedora do Tudo de Blog 2007 pela Revista CAPRICHO.

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×O Surf×


Não se trata de etiqueta.
É sentir e usufruir da força do oceano. Ser capaz de entendê-lo, respeitá-lo e admirá-lo.
Entrar em contato direto com a natureza.
Interagir, integrar, se entregar.
Captar as energias e se transformar. Conhecer e se apaixonar. Eu e o mar.
"Encare seus medos, viva seus sonhos!"

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Mudando

Quarta-feira, Abril 15, 2009

NOVO ENDEREÇO: WWW.LIVIAESTRELLA.BLOGSPOT.COM

Então é isso, parece (e é) controverso mas quem me conhece sabe que não ostento esse estereótipo de surfistona ou maria-parafina. Apesar de trabalhar na área.



É complicado essa imagem, a ideia de surfista. Logo se imagina uma pessoa loira, sarada, bronzeada e burra (já que fica o dia inteiro na praia e só pensa em swell/vala/as gostosas/prancha/panos/uhul/demorou/éissoaí/vamoaê/énóis/4:20!). Moro na cidade cinzenta, trancanda num escritório e, por isso, meu bronze é de paçoca (ou melhor, de planilha). Sem contar que não fico o dia inteiro na academia exercitando os músculos glúteos.



Pra mim o surf sempre se resumiu à energia do mar e a questão da superação de mim mesma. Porque eu sempre temi o poder do oceano. Então, o esporte foi um meio para enfrentar o que, na verdade, é um baita trabalho psciológico.

Mas a vida me ensinou que não é só no mar, com uma prancha envolta dos braços e uma cordinha presa ao calcanhar, que eu passo por perrengues e quase afogamentos. A vida é um mar de pessoas, oportunidades, sensações, pensamentos, ideias e vem tudo junto, num tremendo caldo. Tem que ser dusurf, porque se vacilar, roda.


Essa metáfora que eu faço é linda, mas poucas pessoas são capazes de entender. Eu cansei. Cansei de ter que me explicar, cansei de ter que me preocupar com o que o outro acha ou deixa de achar sobre o que eu sou, faço, penso. A minha paixão e vontade de sentir a potência que vem lá das profundezas (tanto do oceano como do ser humano) não vai deixar de existir em mim.

O problema é que chega uma hora que a gente sente a necessidade de mudar. E é isso. Quem acompanha o blog há mais tempo pode perceber que eu mesma mudei muito. O teor das postagens, as pautas, abordagens... acontece naturalmente.

Pra você que me entende (ou que faz um esforço) eu convido a visitar e frequentar a nova casa. Porque é assim, como os amigos sorridentes da foto aí em cima, satisfeitos por terem se superado mais um dia e prontos pra outra, que eu me sinto.

WWW.LIVIAESTRELLA.BLOGSPOT.COM


P.S.: Peço a todos os amigos e amigas que façam a gentileza de mudar o link na lista do blogroll. (:

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| Lívia Estrella às 16:56


BRUZUNDANGA

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

BRUZUNDANGA
"O povo da Bruzundanga é doce e crente, mais supersticioso do que crente,e entre as suas superstições está esta do ouro. Ele nunca o viu, ele nunca sentiu o seu brilho fascinador; mas todo brazundanguense está certo de que possui no seu quintal um filão de ouro.
Com o café dá-se uam cousa interessante. O café é tido como uma das maiores riquezas do país; entretanto é uma dasmaiores pobrezas. Sabem por quê? Porque o café é o maior "mordedor" das finanças da Bruzundanga.
Eu me explico. O café, ou antes, a cultura do café é a base da oligarquia política que domina a nação. A sua árvoreé cultivada em grandes latifúndios pertencentes a essa gente, que, em geral, mal os conhece, deixando-os entreues a administradores,senhores, nessas vastas terras, de baraço e cutelo, distribuindo soberanamente justiça, só não cunhando moeda, porque, desde séculos, tal cousa é priviléio do Rei.
Os proprietários dos latifúndios vivem nas cidades,gastando à lara, levando vida de nababos e com fumaças de aristocratas. Quando o café não lhesdá o bastante para as suas imponências e as da família, começam a clamar que o país vai à arra; que é preciso salvar a lavoura; que o café é a base da vida econômicado país; e - zás - arranjam meios e modos do governo central decretar um empréstimo de milhões para valorizar o produto.
Curiosos economistas que pretendem elevar o valor de uma mercadoria cuja oferta excede às necessidades da procura. Mais sábios, parece, são os dono de armarinho que dizemvender barato para vender muito...
Arranjado o empréstimo,está a coisa acabada. Eles, os oligarcas, nadam em ouro durante cinco anos, todo o país paga os juros e o povo fica mais escorchado de impostos e vexações fiscais.Passam-se os anos, o café não dá o bastante para o luxo dos doges, dogarinhas e baga rubra, e logo eles tratam de arranjar uma nova valorização.
A manobra da "valorização" consiste em fazer que o governo compre o café por um preço que seja vantajoso aos interessados e o retenha em depósito; mas, aconteceque os interessados são, em geral, governo ou parentes dele, de modo que os interessados ficam para eles mesmos o preço da venda, preço que lhes dê fartos lucros, sem se incomodar que "o café"venha a ser,senão a pobreza, ao menos a fonte da pobreza da Bruzundanga,com os tais empréstimos para as valorizações.
Além disso, o café esgota as terras, torna-as maninhas, de modo que as regiões do país, que foram opulentas pela sua cultura, em menos de meio século ficaram estérei e sáfaras."
[A riqueza da Bruzundanga. Lima Barreto]

Achei esse texto... de 1923... Alguma semelhança com a situação atual que vivemos hoje? kkkkkkkkkkkkkkk E a diferença, sabe qual é? É que hoje não é só com o café que isso acontece...O Brasil é um país vaidoso... Sustenta só a elite, e o povo que é bom , que faz o país crescer, nada. É soooooooooda!
Guaraná Antártica.

| Lívia Estrella às 14:57